10 de setembro de 2008

O Velho e a Criança - O Alfa e o Ômega

Hoje, quando voltava do almoço, vi uma cena que me impressionou grandemente. Eis que vi um velho e uma criança andando numa rua deserta, sob sol muito forte, protegidos por uma imensa sombrinha. Um velho de cabelos alvos, totalmente alvos. Uma criança pequena com sua pasta de estudos.

O contraste manifestou-se imediatamente à minha consciência. Vi ali o Alfa e o Ômega da Existência Humana. Pólos extremos da vida, assim tão próximos, porém tão distantes. Assim tão semelhantes, mas tão diferentes. Os dois lados de uma mesma moeda, chamada vida!

A percepção desta cena, encheu-me de melancolia, pois olhando de fora, como observador, como aquele que objetiva um objeto, não pude vivenciar toda interioridade daquela relação. Uma relação tão frágil, sob a iminência constante da destruição. O que será que pensava o Velho... O que será que pensava a Criança ... Talvez nada demais, nada demais ... Presos em suas interioridades, nem mesmo imaginam que estou falando isto aqui agora ... Nunca saberão ... Eis aqui a noção da pura Indiferença Existencial...

Enfim, o Velho e a Criança ... o Alfa e o Ômega.

Alienus Amens

2 comentários:

Rafaela Figueiredo disse...

Nossa, por essa via, eu nunca pensaria nessa questão da 'indiferença existencial'!

Muitíssimo interessante. Adorei! [Mas eu sou suspeita.. rs]

Beijos

alerts disse...

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